Experimentar Pode Ser Bom Para o Seu Negócio e Para a Sua Vida

Tempo de leitura: 8 minutos

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Artigo publicado originalmente aqui.

Antes de falar como experimentar pode ser bom, eu tenho algumas perguntas para você:

  • Você já se sentiu perdido porque tentou várias coisas na vida?
  • Você tem muitos interesses?
  • Você já se sentiu julgado por ter uma ideia diferente a cada semana?
  • Você já se sentiu incapaz de construir um único negócio para chamar de seu?
  • Você tem um milhão de projetos e ideias e você sente que apesar de amar fazer tudo isso, o mundo continua dizendo para você se focar e se especializar em apenas uma coisa senão você será sempre visto como um amador?
Acredito que você está balançando a cabeça nesse momento, vou te confessar que: Te entendo viu? Esta é provavelmente uma das minhas maiores lutas enquanto “ser humano” criativo. O fato é que eu não tinha ideia de que isso não era um problema e sim uma solução fantástica. Abaixo explico melhor. E se você também se sente assim, tipo, todo atordoad@ com esse probleminha, continue na leitura para se aliviar.
Em uma conversa com um amigo meu, ele me perguntou: Qual seu mantra da vida? e eu respondi:

“A VIDA É UMA EXPERIMENTAÇÃO.”

Essa frase basicona porém reflexiva sempre me lembrou de manter uma mentalidade de exploração e aventura. Eu me auto intitulo como uma acumuladora de feitos e isso se manifesta de forma gritante na minha vida profissional. Eu realmente creio que antes de planejar você deve estar disposto a testar. Mas como assim? Planejar é muito importante para ter foco e direcionamento. Sim, concordo que é super importante, porém como planejar antes de descobrir? Impossível.
Então vai aí meu conselho para você que é  louco por planejamento.
“Faça da experimentação uma parte do plano.”
O que eu estava tentando dizer é que a experimentação pode ser intencional e você só tem que lembrar que tentar é realmente uma maneira muito eficaz para descobrir as coisas, em vez de apenas pensar em algo e fazer suposições.
O engraçado é que embora eu saiba disso (e tenha como mantra da vida) …

Eu mesma precisava desesperadamente lembrar deste conselho.

Por mais que eu use o mantra “a vida é uma experimentação”, vou ser honesta com vocês e, principalmente comigo mesma, eu ainda me sinto culpada quando experimento iniciar coisas novas e diferentes na minha vida profissional.
Só no ano passado experimentei dezenas de coisas novas no meu negócio: lançar um curso online gratuito, um serviço para alavancar instagram, um apresentação de 3 minutos para uma platéia de mais de 2.000 pessoas, um serviço de consultoria em marketing para empreendedores e pequenos negócios, filmar uma série de vídeos sobre mutipotencialidade, produzir conteúdo constantemente, criar uma comunidade de criativos, construir sites, desenvolver brandings, redesenhar minha identidade visual, criar uma mentoria em grupo, e a lista vai sem fim já que experimentei de forma indireta outras coisinhas mais como PNL, desenho, lettering e etc.
A verdade é que eu amo aprender FAZENDO. Sou uma AUTODIDATA de carteirinha. Eu adoro experimentar mas sempre gero muitas expectativas sobre o resultado.
Mas afinal, porque eu me sinto culpada por toda essa experimentação? 

Por que eu sinto que toda experimentação deve levar a algum resultado específico, ou seja, quero sempre que o plano seja perfeito.

Em outras palavras, deixei que o mundo me acorrentasse ao ouvir seus conselhos de enquadramento populacional, os famosos truques para viver dentro da caixinha.
Agora o que eu não sabia é que precisava apenas relembrar o real significado da palavra experiência…
  1. experimentação, experimento (método científico). “e. química”

  2. fil qualquer conhecimento obtido por meio dos sentidos.

     

Então, tudo bem se você experimentar e não obter o resultado esperado, você ainda assim estará obtendo conhecimento que poderá ser usado para que uma futura experiência seja bem sucedida.
Parafraseando um ditado que o Murilo Gun fala: Uma experiência boa é o resultado de várias experiências médias, e uma experiência média é o resultado de várias experiências ruins.
Acho que eu queria provar pra mim mesma que apesar de eu ser 1.001 utilidades, polivalente ou multipotencial como você preferir chamar, eu sabia ter foco e disciplina e pra isso misturei o meu lema de vida (experimentação nível hardcore) ao lema de vida dos gurus dos negócios (foco, faça mais em menos tempo, tenha tudo planejadíssimo, produtividade, etc.). Como se tudo fosse para levar a algum grande momento no meu negócio.
Mas eu estou aprendendo a apreciar o fato de que, para mim, eu não acho que há algum destino final e grande. É apenas uma jornada; uma linha no horizonte que mantém se movendo mesmo quando você acha que está chegando perto.
E agora que eu estou pensando nisso, se houvesse realmente um fim para todos os meus experimentos, eu ficaria tão triste!
Adoro fazer da exploração e da descoberta uma parte do meu negócio. Eu adoro tentar várias coisas diferentes e ser surpreendido pelo resultado. Eu nunca quero perder isso, aliás esse é o meu diferencial pois, quanto mais experimento novas coisas (e coisas desconexas), mais único fica o meu negócio. Quanto maior o meu repertório, maior a chance de gerar inovação ao criar serviços e produtos. Quanto mais conecto assuntos diferentes, mais enriqueço meu negócio.
E assim, continuo seguindo o meu próprio conselho e tornando a experimentação uma parte do plano.
Eu estou encontrando minha própria paz com esse conselho, porque estou tornando a minha experimentação intencional. E isso está gerando um valor incrível para o meu negócio, e ao fazê-la, estou me livrando da culpa de ter um plano rígido e imutável.
Eu nunca quero fingir “ter tudo planejado” . Quando as pessoas pensarem em mim e nos meus projetos eu quero que me vejam como alguém com super poderes que faz muitas coisas diferentes.
Se a minha missão é ajudar as pessoas a serem a melhor expressão delas mesmas ao lançarem sua marca, experimentar é uma parte fundamental disso tudo. 
Não vou mais me ver ou ver o meu negócio como desfocado ou caótico. Em vez disso, eu escolho vê-lo como vibrante, em constante mudança e único.
Sim, há um grande valor no foco. Eu testei os benefícios em pequenas mudanças que fiz ao direcionar meu foco para as tarefas em períodos curtos ao invés de usá-lo para escolher meus projetos e negócios. Dessa maneira ser focado não significa escolher entre interesses e paixões e ter que abandonar as experimentações, ser focado significa, dar atenção máxima às suas prioridades e não às suas urgências, respeitando o seu porque e a sua essência.
Na verdade, do processo de experimentação, o necessário é identificar quando a experimentação será apenas parte de um plano maior ou quando ela será o plano inteiro.

Desafio você a experimentar.

Então, esta semana, o meu desafio para você é olhar para o seu histórico com uma nova perspectiva.
Todas as coisas que você tentou, todas as coisas que você parou, todas as vezes que você mudou a direção ou pulou de galho em galho –  Eu quero que você veja esses momentos como uma indicação, não de que você é desfocado e indeciso, mas de que você é corajoso e desbravador.
Experimentação não tem que significar falta de foco; pode significar coragem e inovação.”
E, se você faz parte da galera que tem medo de fazer e testar as coisas antes de ter um planejamento bem amarrado, não tenha medo! Faça da experimentação sua aliada e de forma intencional, tente fazer uma coisa diferente hoje como parte de um plano experimental.
Eu acho que o que faz o seu próprio negócio criativo ser tão divertido é permitir-se aprender coisas sem se envolver tanto nelas e principalmente, sem esperar resultados perfeitamente planejados. Por um bom tempo não tive essa consciência, mas sou grata por ter agora.

A diversão está em brincar com o quebra-cabeça, não em vê-lo montado.”

Tatiana Marx (@tatianamarx) é designer de marcas e negócios e empreendedora criativa faz tudo da Inspire, onde ajuda criativos de alma a lançarem no mundo negócios inspiradores que expressem suas paixões.

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2 Comentários


  1. Tatiana achei interessante teu texto! Sou químico licenciado e durante a graduação fiz muitas experiências, mas te confesso que nunca vi a experimentação (fora do laboratório) como um agente potencializador de aprendizado. Eu me identifico como um multipotencial e sempre ouço que faço muita coisa e faço coisas demais na escola.
    Eu farei os exercícios propostos, porque preciso de renovação das energias sempre.
    Muito obrigado pelo texto

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    1. Que ótimo que gostou Tiago!
      Realmente, precisamos ampliar nosso olhar e sermos multipotenciais não apenas na essência mas também nas atitudes, ao extrairmos dos diversos “mundos” que temos contato o melhor para a nossa evolução profissional e pessoal.
      Legal que conseguiu identificar que você usava como químico a experimentação para testar hipóteses e reações mas não enxergou que o mesmo método poderia ser aplicado para te ajudar no autoconhecimento.
      Comece a aplicar o método que aprendeu em outras áreas, eu garanto que irá se surpreender.
      Gratidão por compartilhar com a gente 😉

      Responder

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