Entrevista Com Chico Montenegro: Te Ajudando A Olhar Fora Da Caixa!

Tempo de leitura: 11 minutos

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O Chico faz de tudo um pouco. É empreendedor digital, blogueiro, instrutor em cursos e palestrante na área do empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e marketing digital. Isso tudo dentro de sua própria empresa, onde tem a missão de ajudar as pessoas a olharem fora da caixa, serem melhores e conquistarem tudo que desejam.
Ele divide sua história inspiradora no blog Olhe Fora da Caixa, um projeto que reúne seus interesses, paixões e habilidades. Através do blog e seu conteúdo excelente, Chico gera valor para milhares de pessoas que querem empreender, aprender e se desenvolver. É um dos empreendedores que mais admiro e aprendi muito com ele desde que descobri seu trabalho!
Quer conhecer melhor o Chico? Não perca essa entrevista muito especial, cheia de dicas valiosas desse multipotencial super bem sucedido!
Você pode ouvir o áudio ou conferir a transcrição 🙂

 

Crédito: Olhe Fora da Caixa
Crédito: Olhe Fora da Caixa

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Renata Lapetina: Você poderia nos contar um pouco sobre seu trabalho e como sua multipotencialidade está ligada a ele?
Chico Montenegro: Bom, eu empreendo há mais de 12 anos, já criei empresas em ramos diferentes, segmentos diferentes e já participei de criação de algumas empresas. Algumas delas faliram, por diversos fatores, acho que até mesmo pela falta de maturidade em ter uma empresa. E algumas deram super certo, eu vendi e continuei a minha trajetória. Eu acho que, por ser multipotencialista e perceber há pouco tempo que eu sou assim, hoje eu entendo que essas diversas empresas que eu tive, em ramos diferentes, em negócios diferentes, foi o que começou a provar pra mim que eu gostava de várias coisas ao mesmo tempo. Então, eu sempre fui um cara muito ligado a aprender sobre marketing, empreendedorismo, mindset, autoconhecimento, sempre gostei muito de todas essas áreas e comecei a procurar outras coisas também. Sou um curioso nato.
E hoje em dia, o meu projeto principal, que é minha empresa principal, se chama Olhe Fora da Caixa. Ela é um projeto totalmente online, mas que não tira a vertente do offline. Pra mim, não existe online ou offline, na verdade são só plataformas de distribuição daquilo que você acredita. E eu consegui mesclar tudo que eu gosto no Olhe Fora da Caixa, o que foi muito bacana. Hoje eu falo de produtividade, de empreendedorismo, de mindset, falo de internet, falo de blog. Eu trabalho muito bem todas essas vertentes, trazendo todas pra espinha dorsal do meu negócio. A espinha dorsal do meu negócio é ajudar as pessoas a descobrirem suas possibilidades, pra que elas possam criar ou encontrar o trabalho e a vida que desejam ter. E através dos infoprodutos, dos conteúdos, dos cursos, das palestras, dos conteúdos gratuitos, eu crio esse aparato de informação que ajuda as pessoas a alcançarem esse objetivo que eu determinei pro Olhe Fora da Caixa.
RL: Quando você percebeu que era multipotencial?
CM: Eu percebi essa multipotencialidade em mim quando eu comecei a me sentir muito incomodado. O mercado em que eu estava atuando dizia que eu tinha que ter um nicho específico, as pessoas diziam que eu tinha que ter um foco específico. Eu gostava de tudo e eu me sentia um pouco incomodado com isso. Foi então que eu comecei a entender se eu tinha algum problema ou se as pessoas que estavam dizendo isso pra mim, se elas que tinham algum problema. E eu percebi que, na verdade, eram as duas coisas. Eu tinha um problema. Eu não tinha um foco específico de atuação, principalmente no trabalho, nas coisas que eu queria fazer. E as pessoas tinham também um problema por me dizer o que eu tinha que fazer da minha vida ou não, tentando me classificar, me rotular, que é uma coisa que eu nunca gostei muito. Mas eu percebi que eu podia unir as duas coisas. Eu podia pegar um pouco de cada lado. E foi quando eu entendi que, na verdade, eu poderia criar uma segmentação. Por exemplo, pro meu negócio, sendo específico e entendendo a espinha dorsal do meu negócio, mas usando todas as habilidades que eu fui adquirindo ao longo dos anos, todos os conhecimentos. E aí nasceu esse meu projeto, que une todas essas coisas, mas que tem um propósito segmentado, que tem um mercado de atuação. Então, hoje eu me sinto muito mais feliz assim, podendo ser multipotencialista e ainda seguindo um pouco essa regra de ter que ter um mercado específico pra atuar. Eu posso brincar com todos os conhecimentos que eu tenho, dentro da espinha dorsal do meu negócio, isso me deixa bastante feliz.
RL: Quantos trabalhos e profissões já teve? Você já estudou muitos assuntos?
CM: Bom, eu já tive trabalhos bem diferentes. Eu já fui vendedor, eu já vendi iogurte. Trabalhando pra algumas pessoas, eu já fui webdesigner, já tive um empresa de criação de sites, já trabalhei com consultoria em e-commerce. Já tive uma empresa de alarmes automotivos, uma agência de marketing, já trabalhei em um ateliê de design, já vendi trufas, deixa eu ver que mais… Bom, são algumas coisas que eu lembro. Então, assim, eu já tive muitos trabalhos diferentes, alguns, claro, por necessidade de ter que ganhar dinheiro, ter que trabalhar, e outros por opção de escolher atuar. Em 2009, eu cismei que eu queria trabalhar com marketing. Eu não tenho nenhuma formação acadêmica, eu não terminei a faculdade, que inclusive era uma faculdade de Comércio Exterior, porque eu trabalhava na época com comércio exterior. Mas eu cismei que queria trabalhar com marketing, sempre fui apaixonado pelo marketing, pela comunicação e decidi fazer entrevistas em agências de publicidade. É claro que eu não passei em nenhuma porque ninguém queria me contratar porque eu não tinha nenhuma formação acadêmica, nunca tinha trabalhado em uma agência de publicidade. E saí de uma das entrevistas decidido a criar minha própria agência, em 2009. Foi aí que eu comecei a me envolver profissionalmente com o mundo dos blogs, pra poder ser visto no mercado. E eu queria trabalhar com marketing especificamente na internet, que hoje a gente chama de marketing digital. Pra ser visto, eu decidi criar um blog e eu criei um blog em 2009. E aí, em 2010, eu fundei a Social Tag e vendi a Social Tag no final de 2014, que foi a agência de marketing que eu tive. Então eu criei do zero um blog que foi um sucesso, que era um blog sobre redes sociais, e criei do zero uma agência de marketing. Depois eu vendi os dois, no final de 2014, pra criar o Olhe Fora da Caixa, que já é outro negócio totalmente diferente. Porque eu trabalho com autoconhecimento no Olhe Fora da Caixa. Então, eu já tive todos esses trabalhos e profissões.
E sobre assuntos que eu já estudei… Eu já estudei assuntos diversos, desde marketing, vendas, criação de negócios, design thinking, planejamento estratégico. Uma época, eu comecei a estudar muito sobre alimentação saudável, ainda continuo estudando sobre alimentação saudável. Estudo muito sobre empreendedorismo, sobre autoconhecimento. Agora eu tô muito focado em estudar sobre atenção plena, sobre PNL, são coisas que estão me chamando muita atenção agora. Mas já estudei sobre muitas coisas diferentes, eu acho que marketing multinível, uma época eu estudei bastante também, sempre procurei entender um pouco mais isso. Um dos meus estudos mais empolgantes nos últimos meses foi storytelling. Eu fui estudar um pouco sobre criação de histórias, fiz um curso com um cara que escreve novelas na Globo. Então, é muito bacana. Assim, sempre busquei esses conteúdos diferentes porque eu acho que, se eu unir esses conteúdos diferentes, eu consigo criar soluções e ser mais criativo. A criatividade é a “combinatividade” das coisas. E eu percebi que combinando todas essas habilidades que eu tenho interesse, eu podia criar coisas novas ou melhorar as coisas já existentes.
RL: Qual é (ou foi) sua maior dificuldade sendo multipotencial e como você a superou?
CM: Eu percebo que a maior dificuldade que eu tive quando eu percebi que gostava de muitas coisas e que eu queria trabalhar com muitas coisas ao mesmo tempo, foi ter que aceitar que isso poderia, em algum momento, dificultar minha trajetória profissional. Talvez seja coisa da minha cabeça, mas eu preferi acreditar que isso fosse verdade e eu fui atrás de uma solução. E a solução foi isso, foi entender a espinha dorsal do que eu queria criar, qual era o objetivo principal do que eu queria criar. Porquê aquele meu novo negócio, que hoje é o Olhe Fora da Caixa, ia existir. Na época, porquê ele ia existir e como eu poderia unir essas habilidades. E eu tive que superar isso e foi bem interessante essa trajetória. Eu costumo dizer que não foi dolorida, foi bacana.
RL: Que conselho você daria para uma pessoa que acabou de se descobrir multipotencial?
CM: O conselho que eu daria pra uma pessoa que é, que tem, que sente que gosta de muitas coisas mas tá passando por esse desafio de se entender é procurar o seu “big why”. O seu porquê, Simon Sinek fala muito nisso. Procurar o seu porquê, o seu principal porquê. Quando você encontrar o seu principal porquê, ou seja, o seu objetivo maior, aquela sua meta, aquele negócio de mudar o mundo. Quando você conseguir encontrar algo parecido com isso… Porque isso pode mudar ao longo do tempo também, que é o que a galera chama de propósito. Mas o propósito, ele pode mudar com o tempo também. Aliás, você pode ter diversos propósitos diferentes. Mas quando você encontrar ele, você vai perceber que todas as habilidades e todos os desejos e todas as coisas que você gosta de fazer, de certa forma se integram com aquilo que você entende como seu principal motivo. E é muito bacana quando a gente descobre isso, que se integram. Porque você pode criar jornadas diferentes, o objetivo continua o mesmo, mas a jornada pode ser diferente.
RL: Se pudesse, magicamente, deixar de ser multipotencial, você abriria mão de seus multitalentos e paixões para viver uma vida de especialista?
CM: Bom, se eu pudesse magicamente deixar de ser um multipotencial? Eu, na verdade, acho que eu não abriria mão de ser isso não. Simplesmente porque eu acho que o que me torna, o que me faz criar as coisas que eu tô criando hoje é essa multipotencialidade. É essa união dessas coisas que me faz criar as coisas que eu crio hoje. E, na verdade, o especialista, ele já existe em mim, como existe em qualquer pessoa. Eu sou o maior especialista em mim mesmo. Não tem mais ninguém que conheça mais sobre mim do que eu mesmo, e sobre as coisas que eu gosto de falar do que eu mesmo. Então, eu posso ter o melhor mentor do mundo, ele nunca vai conseguir ser especialista em mim. Eu sou o único especialista em mim mesmo. E isso que me deixa único, me deixa diferente e faz com que eu crie coisas diferentes. Então, eu não gostaria não de largar as habilidades que eu fui adquirindo pra escolher uma só.

 

Eu faço parte de um movimento de pessoas que buscam mais do que um emprego, mais do que curtir apenas o sábado e o domingo como os únicos “bons dias” que podem ter para viver de verdade, que buscam trabalhar com o que amam e com o que tem real valor para elas mesmas e para o próximo.

(Chico Montenegro – Olhe Fora da Caixa)

ONDE VOCÊ PODE ENCONTRAR O CHICO?

No site e blog do Olhe Fora da Caixa, no Youtube e no grupo no Facebook.

 

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