Moana: O Que Podemos Aprender Com Uma Heroína da Disney? (6 Lições Valiosas)

Tempo de leitura: 8 minutos

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Eu amo histórias.
Ler, assistir e ouvir histórias.
Mas, principalmente, interpretar o que cada uma delas está tentando dizer, a mensagem por trás daquele roteiro, daqueles capítulos ou daquela música.
Histórias são poderosas formas de passar mensagens e lições, desde os tempos em que os seres humanos se reuniam em volta de fogueiras. Elas conectam e emocionam. Lendas, mitologias, histórias de deuses e heróis, contos de fadas, todas têm morais fortes e mensagens importantes.
A última animação da Disney, Moana – Uma Aventura no Mar, é uma dessas histórias que têm o poder de inspirar e fazer pensar. Apesar de algumas ressalvas e críticas que tenho em relação ao filme, ele passa uma mensagem valiosa. É sobre empoderamento, autenticidade, persistência, coragem e quebra de limites impostos.
Essa aventura no mar é uma verdadeira jornada de autoconhecimento da heroína. E o mais legal é que quebra os paradigmas dos filmes tradicionais de princesas, nos apresentando uma jovem independente, corajosa e sem príncipe encantado nenhum!
SPOILER ALERT: Se você ainda não assistiu e não quer saber o que acontece no filme, não siga com a leitura! Assiste e depois volta para ver as lições. Tenho a impressão de que vai gostar 😉

A HISTÓRIA

Moana é filha do chefe de uma tribo que vive em uma pequena ilha na Polinésia. Ou seja, ela é a sucessora do pai como líder do seu povo.
Desde pequena sente um chamado, o chamado do mar. Tem vontade de sair dos limites da ilha e explorar o que existe para além do horizonte que consegue enxergar. Ainda não sabe o que a espera, tudo que sabe é que algo a chama. Mas seu pai pressiona para que nunca saia da ilha e cumpra seu papel como futura líder.
Por isso, vive dividida entre seu amor pelo mar, a vontade de explorar e o sentimento de que existe algo maior dentro dela, em oposição à vontade de agradar seu pai e cumprir seu dever.
Enquanto luta com esse dilema, Moana descobre que é a escolhida pelo oceano para quebrar uma maldição. A maldição causada pelo semideus Maui, que roubou o coração da deusa Te Fiti. Ela recebe a pedra, que é o coração da deusa, e precisa navegar em busca de Maui para que, juntos, devolvam o coração ao lugar a que pertence.
A partir daí, acompanhamos a jornada de Moana ao enfrentar seus medos, a falta de confiança, as incertezas, as ordens do pai, monstros marinhos e ir atrás do seu sonho de estar no mar.

QUAL A GRANDE MENSAGEM?

O filme ecoa para quem está dividido, sente um chamado, quer explorar e se aventurar, mas não sabe ainda o que quer ou como chegar lá.
A grande mensagem é que precisamos aceitar nossas jornadas pessoais, nossas aventuras no mar, para que possamos descobrir nosso caminho, encontrar nossos companheiros, nossa missão e, finalmente, nossa verdadeira essência.
Moana precisa quebrar a maldição, para que a paz e os recursos retornem para sua pequena ilha. Enquanto está atrás desse objetivo, redescobre a essência do seu povo, quem realmente é e ajuda as pessoas da ilha de uma forma completamente inesperada. Conforme fica mais confiante e vai vencendo os obstáculos, torna-se uma excelente líder.  
Se você se sente como nossa heroína Moana, dividido entre o que quer fazer e o que acha ou te dizem que deve fazer, sabendo que tem um chamado que ainda não descobriu qual é, como pode escrever seu final feliz?
Aqui vão algumas lições que tirei dessa história. Que tal botar em prática?

6 LIÇÕES DE MOANA

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1 – Siga sua intuição.

Se você sente um propósito dentro de você, uma vontade de fazer algo grande e impactar o mundo, siga isso. Mesmo que ainda não saiba bem o que quer. Entre em ação, dê o primeiro passo. Não precisa mergulhar direto no mar, mas pelo menos coloque o pezinho lá. E lembre-se: Moana não fazia ideia de como navegar quando entrou no barco pela primeira vez. Ela apenas sabia que era ali que pertencia e aprendeu com a jornada (e com o amigo Maui).
Se está precisando de uma ajudinha extra para descobrir seu propósito, clique aqui para se multipotencializar 🙂

2 – Aja antes de saber exatamente o que quer ou para onde deve ir.

Moana pegou o barco e entrou no mar antes de saber exatamente para onde ia e onde encontrar Maui. Começou seguindo uma constelação. Ela tinha bem poucas instruções, um pequeno norte, e confiou nisso. Apenas comece. Entre no mar e o caminho vai se abrindo conforme você navega. Mais um ponto importante: Moana não conseguiu passar os recifes da primeira vez que tentou navegar! Precisou se arriscar mais de uma vez para conseguir.

3 – Seja autêntico.

O caminho do final feliz é sempre aquele em que você expressa quem você é, faz o que gosta, vai atrás dos seus sonhos e pára de tentar se encaixar em papéis e situações que não têm nada a ver com você. A essência de Moana era nômade e exploradora. Enquanto sua perspectiva era ficar na ilha para sempre, ela sentia uma angústia enorme e era atraída pelo mar. Quando abraçou isso e manifestou sua essência em sua vida, finalmente se sentiu livre, feliz e confiante.

4- Confie em si mesmo e os outros vão seguir sua deixa.

Após se arriscar, enfrentar os obstáculos e aprender tudo que precisava, Moana volta para a aldeia como uma ótima navegadora e tendo cumprido a missão de devolver o coração de Te Fiti. Ela ensina sua família e seu povo a navegar e todos voltam a ser nômades e explorar várias ilhas, como seus ancestrais. Agora que ela sabe quem é e o que quer, pode liderar e inspirar seu povo. Eles confiam nela como ela ela confia em si mesma. Incluindo seu pai, que era super resistente à ideia de sair da ilha!

5 – Não tem nada de errado com você.

Como Moana, você pode estar se perguntando o que há de errado com você. Você não entende como pode ser tão diferente de todos que estão à sua volta. Como não se encaixa? Precisa se encaixar! Mas se seguir sua intuição, vai descobrir que não há nada de errado. Você só é um pouquinho diferente. Mas todo mundo é um pouquinho diferente. O povo da ilha também era nômade e navegador, assim como Moana. Eles só tinham se esquecido disso.

6 – Mesmo os conselhos mais bem intencionados não são infalíveis.

O pai da Moana amava muito sua filha, mas proibia que ela seguisse seu sonho de sair da ilha e explorar o mar. Por quê? Conforme a história se desenrola, descobrimos que ele também gostava do mar quando era mais jovem e um dia foi nadar com um amigo, que acabou se afogando. Ahhh tá explicado! Ele tinha seus próprios traumas e queria proteger a filha. Mas assim estava impedindo que ela aprendesse com as próprias experiências. Não ouça tanto o que os outros dizem, mesmo aqueles que você sabe que têm boas intenções. Eles também têm suas histórias, vivências e medos. Viva as suas experiências, você é quem escreve sua história!

 

Por fim, não posso deixar de mencionar a música tema do filme (veja o clipe aqui), que tem uma letra linda. Moana canta essas palavras em “How far I’ll go” (Quão longe poderei ir, tradução minha):

 

“Eu tenho estado na beira da água / Desde que consigo me lembrar / Nunca sabendo realmente o porquê / Eu gostaria de ser a filha perfeita / Mas eu sempre volto para a água / Não importa o quanto eu tente / Cada curva que eu faço / Cada trilha que ando / Cada caminho que escolho / Todas as estradas me levam de volta / Para o lugar que conheço / Onde não posso ir / Embora eu deseje estar lá
(…)
Eu conheço todos nessa ilha / Eles parecem tão felizes nessa ilha / Tudo é como deveria ser / Eu sei que todos nessa ilha / Têm um papel nessa ilha / Então talvez eu possa cumprir o meu / Posso liderar com orgulho / Posso nos fazer fortes / Ficarei satisfeita se jogar pelas regras / Mas a voz dentro de mim canta uma música diferente / O que há de errado comigo?”
(…)
Vê a luz onde o céu encontra o mar / Ela me chama / E ninguém sabe quão longe ela vai / Se o vento na minha vela no mar fica atrás de mim / Um dia saberei / Quão longe poderei ir.
Para mim, foi uma super inspiração!
E você, o que achou do filme e das lições? Encontrou mais alguma mensagem poderosa na história? Me conta nos comentários!

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